4 trechos do livro ”Aprendizados” de Gisele Bündchen

Como Gisele vive? O que pensa? Do que se alimenta? Saiba aqui.

A essa altura do campeonato – a menos que você viva em Marte – já deve estar sabendo que ubermodel Gisele Bündchen lançou um livro de memórias. A tradução literal de Lessons seria Lições, mas o título da edição em português ficou como Aprendizados. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos a autobiografia está na lista dos mais vendidos.

Gisele sempre controlou muito bem sua imagem pública, e o livro faz parte disso. Ela não se esquiva de falar sobre aspectos bastante íntimos – como brigas com Tom Brady – mas não toca em polêmicas maiores, como a ocasião em que teria usado uma burca para entrar anonimamente num centro de cirurgia plástica.

O livro tem alguns momentos chatinhos, como um looooongo capítulo em que Gisele fala sobre como foi cantar no Rock In Rio. Mas foi uma leitura gostosinha pras férias. Para quem curte moda, alimentação e biografias em geral, a obra vale a pena.

Abaixo algumas lições/conselhos de Gisele no livro:

1. Ela desenvolveu maneiras de controlar sua raiva.

“A única pessoa que pode se livrar dessa raiva sou eu mesma. Por quê? Porque fui a única responsável por criar aquela raiva – o que significa que também sou a pessoa encarregada de se livrar dela. Primeiro, contudo, preciso aceitar o que estou sentido e por quê. Preciso ser totalmente honesta comigo mesma. (..) É por isso que sempre que sinto o peso da raiva ou do medo, a primeira coisa que faço é aceitar meus sentimentos. Vejo esse sentimento como um visitante que está só de passagem. Então, conscientemente, me despeço dele, sabendo que fui eu que permiti sua visita, para começo de conversa.”

Gisele faz yoga num quarto de hotel com a filha Vivian ainda bebê.

2. Ela ensina inteligência emocional para os filhos

Gisele tem dois filhos – Benjamin e Vivian, que ela chama de Benny e Vivi, e um enteado que é filho de um relacionamento anterior de Tom Brady. Gisele compartilha no livro um pouco sobre seu método de educação dos filhos. 

“Funciona assim: quando percebemos que as crianças precisam de mais estrutura, fazemos algumas perguntas a elas durante o jantar. Como têm se comportado? Disseram ‘por favor’ e ‘obrigado’? Olharam nos olhos dos amigos e professores ao conversar com eles? Foram gentis com os amigos e um com o outro? Se receberam a visita de um amigo em casa aquele dia, arrumaram o quarto e guardaram os brinquedos ao fim da brincadeira? Depois das refeições, levaram os pratos até a pia? Quando pedi que fizessem alguma coisa, eles fizeram? Se a resposta para a pergunta for sim, a criança ganha uma estrela.

As estrelas podem ser dadas, mas também podem ser negadas. Se o Benny digamos, beliscou a irmã, ou a Vivi se esqueceu de ser uma boa anfitriã ao receber uma amiga, eles não ganham a estrela. Em vez disso, conversamos sobre as atitudes nas quais devem se empenhar mais, como ser um melhor ouvinte ou ter mais paciência. Deixamos uma lista de expectativas no quadro, para que eles entendam que tudo é um trabalho em andamento. O melhor de tudo é que as crianças estão ficando cada vez mais à vontade com suas emoções.”

3. Sim, ela tem uma alimentação bastante regrada.

Ao contrário de algumas modelos que juram que comem normalmente – aham – e não engordam, Gisele não esconde que tem uma alimentação bastante controlada.  A modelo começa o dia fazendo o oil pulling- uma técnica ayuvérdica que consiste em bochechar óleo de coco para limpar dentes e gengivas – e toma água morna com o suco de meio limão em jejum. Depois ela bebe um copo de suco verde.

“Em geral, preparo uma mistura de aipo, pepino, meia maçã vermelha ou verde, cúrcuma, gengibre, suco de limão e, às vezes, couve e beterraba. Se estiver no meu período menstrual, faço um suco só de beterraba e limão para garantir uma dose extra de ferro e vitamina C. Se planejo malhar pesado, preparo um smoothie usando frutas vermelhas frescas ou congeladas, uma colher cheia de cacau em pó, linhaça, chia e um pouco de leite de coco. Às vezes acrescento uma banana ou uma colher cheia de manteiga de amêndoa caseira ou proteína em pó.

(..) meu almoço geralmente consiste numa salada, com alguns biscoitos de sementes e abacate, ou uma tigela de sopa com grão de bico e uma variedade de legumes. Outra comida de que gosto para o almoço, principalmente no verão, são rolinhos de primavera vegetarianos (..) Junto uma ou duas fatias de maça ou abacate, repolho picado e algumas tiras de cenoura e pepino e os enrolo numa folha de arroz previamente hidratada. Dois ou três rolinhos em geral são suficientes para me deixar satisfeita. São leves, perfeitos e deliciosos, principalmente com o molho. Eu poderia literalmente beber o molho de tahine, de tão bom que é!”

Você pode aprender uma receita de molho de tahine aqui.

Além disso, Gisele come carne vermelha apenas uma vez por mês, evita bebidas alcóolicas e como queijos apenas quando recebe as amigas em casa. 

4. Ela economizou no começo da carreira.

Gisele fala sobre as dificuldades que teve no início da carreira, saindo da casa dos pais com apenas 14 anos e entrando no mundo da moda, até então completamente desconhecido. Logo, ao perceber que tinha pontos fracos como modelo – chegou a ouvir que com olhos pequenos e nariz grande nunca estaria numa capa de revista – ela decidiu aprender sobre outros aspectos da profissão – lentes, câmera, iluminação – a fim de se tornar uma modelo melhor. Gisele é conhecida por sempre pedir que coloquem um espelho ao lado da câmera nos ensaios, a fim de observar suas próprias poses e entregar fotos mais interessantes. 

“Minha vida não foi desse jeito por acaso. Escolhi me mudar para São Paulo quando tinha 14 anos. Muitos anos depois, escolhi me casar com meu marido. Escolhi formar uma família com ele. Poderia nunca ter saído do Brasil. Poderia ter sido jogadora de vôlei profissional (eu era boa nisso) ou ter me tornado veterinária.(..) A vida que levo hoje é consequência de dezenas de decisões que tomei.”

Gisele reformando o próprio apartamento em NY.

“Quando comecei a fazer sucesso e os clientes começaram a me mandar passagens aéreas de primeira classe, eu as trocava por um assento na classe econômica, e o dinheiro que sobrava ia direto para a poupança.

Foi economizando casa centavo que ganhava que consegui com o meu trabalho que consegui comprar meu primeiro apartamento em Nova York, na Beach Street, em Tribeca. Era um apartamento pequeno, meio escuro, mas eu o adorava porque era meu. Depois de me mudar pra lá, não tinha sobrado muito dinheiro para reformas, então fiz quase tudo eu mesma, seguindo o exemplo da minha mãe de sempre tentar fazer as coisas por conta própria. Lixei e envernizei o piso, e fiz o mesmo com quatro bancos brancos que encontrei numa venda de garagem na Houston Street. Esses quatro bancos brancos me acompanham para onde vou, e hoje estão na nossa cozinha em Boston.”

Autor: Francine Barbosa

Francine Barbosa é roteirista de audiovisual e consultora de imagem e estilo. Apaixonada por moda, beleza, livros e alimentação, decidiu compartilhar algumas dessas coisas por aqui. contato francinibarbosa@gmail.com

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